Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Por estes dias é normal que todos vaticinem que o próximo ano vai ser pior. E com certeza vai ser mau. Mas que seja pior ainda se está para ver. Quem se lembre do início do ano em que ainda estamos sabe que havia um optimismo exagerado: o défice ia diminuir, o ensino ia finalmente entrar nos eixos, a revolução tecnológica ia revolucionar a nossa vida, íamos ser campeões da Europa, ganhar muitas medalhas nas Olimpíadas e sei lá o que mais. Nada disso aconteceu. Julgo que a atitude certa para encarar o 2009 é fazer o oposto que nos disseram para fazer no fim de 2007, não nos deixando enganar pelos pequenos indícios de que o próximo ano vai ser pior do que aquele que passou. Até porque a fasquia está muito alta ou muito baixa para superar o mau ano que passámos. É fácil fazer um balanço positivo do nosso futuro. É verdade que há uma crise internacional e também muitos escândalos nos nossos bancos. Mas a taxa Euribor e a gasolina estão a descer. Ganha o 2009. O desemprego vai subir, mas com os salários tão baixos e os impostos tão altos quem tem vontade de trabalhar? Continua a ganhar o 2009. O CDS-PP foi o partido que melhor fez oposição mas dizem que se vai aliar ao PS em 2009. Aqui, concordo, ganha o 2008. As muitas contravenções que a Autoridade de Segurança Rodoviária tem para cobrar vão prescrever no ano próximo. Quem ganha? 2009. Muitos justificam a falta de tino em muitas das iniciativas do governo pelo facto de ter maioria absoluta. Quando é possível que perca a maioria absoluta? Em 2009. Em 2008, Manuel Alegre conglomerou toda a esquerda não comunista para fazer uma frente comum. Quando é que isto vai acontecer? Acredito que poderá ser quando as vacas possam voar. Como podem verificar o próximo ano não vai ser pior do que o actual. Não digo que será melhor. Vai ser pelo menos diferente. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:01
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