Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Isto de ser uma potência militar tem muito que se lhe diga. A França e a Inglaterra deviam repensar o que querem fazer na vida. A colisão dos seus submarinos nucleares podia ter sido uma catástrofe das grandes. Ainda por cima supõe-se que aconteceu não muito longe da costa ibérica. Entre outros problemas não menos graves, estaríamos condenados a comer sardinhas incandescentes que iluminariam as noites de Santo António e linguados que pareceriam televisores extra-planos mal sintonizados. Felizmente, parece que os danos podem ser reparados numa oficina de bairro. Foi só chapa e pintura. Calcularam as possibilidades de um desastre destes vir a acontecer e os números apontam para entre um e vários milhões. Quase tantas como se dois Ferraris chocassem de frente no meio do deserto do Saara, e sem estarem a participar em nenhum rally. Devo lembrar-vos que estes dois submarinos, um inglês e outro francês, não precisaram de nenhum português para fazer a piada. São ultra-sofisticados e têm uns dispositivos que os tornam invisíveis a qualquer detecção. O comentário dos peritos navais foi a cereja no bolo: esta colisão é uma prova da eficiência desses dispositivos. Tem uma certa lógica mas porque será que isto não me alegra? É óbvio que não tiveram em conta o pouco provável mas possível encontrão entre submarinos de tecnologia idêntica. O que nos leva a confirmar que independentemente dos avanços da ciência ou dos balúrdios que se gastam em armamentos xpto, haverá sempre palermas nos comandos destes brinquedos. Por outro lado, confesso que estou mais tranquilo por saber que estes submarinos são muito mais modernos que os nossos, os que comprámos à Alemanha. Com estes, mesmo que colidam a toda velocidade, não vamos estragar o peixinho com radioactividade. Eis a coisa boa de não estarmos armados em super-potências, a competir com outros para saber quem tem o submarino maior. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:40
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