Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Não duvido de que todos ficamos contentes com os avanços da ciência. Sobretudo com aqueles que nos prometem uma vida melhor a curto prazo. Os avanços no campo da medicina, em particular para os maiores de quarenta, são impagáveis. Há, contudo, excepções. A famosa vacina contra o cancro do útero revelou-se um perigo. Mas como era dirigida aos jovens não faz mal. Há tempo para melhorar a pontaria. Para a próxima é que vai ser. O assustador destas descobertas é revelarem que certos hábitos alimentares adquiridos desde tempos imemoriais são agora maléficos. A banha de porco, os fritos e as gorduras polisaturadas são um exemplo de má onda científica. Ainda por cima, quando quase todos os dias o colesterol muda de campo – ora é mau para o coração, ora é bom para combater a depressão. É uma chatice que confirma a regra que os gordos são felizes e vivem menos e que os magros vivem mais mas são uns chatos. Quando a ciência não se põe de acordo nas coisas simples, era melhor que ficasse calada. Agora foi divulgado que as sardinhas ou postas de salmão bem assadas e perto das brasas adquirem compostos carcinogénicos. O que significa que podem facilitar a vida ao cancro mas dificultar a nossa. A complicação acrescida não é serem assadas nas brasas mas o tempo que ali permanecem. Não há problema até aos quatro minutos mas também não temos a garantia de que fiquem bem assadas. Aos seis ou sete minutos, que é quando temos a certeza de que não estão cruas, promovemos aquela doença dita prolongada e fatal. Claro que estes caramelos científicos não falam do tamanho do peixe. Também não dizem a partir de quantas sardinhas é que estamos abusar da nossa sorte. E, o que é pior, como é que se contam todas aquelas suculentas sardinhas e maravilhosas postas de salmão que já comemos sem cronometrar o tempo que demora a assar? A propósito de assados, a ASAE vai começar a verificar os tempos de cozedura em todas as tascas? Duvido. Aconselho que esperemos até esta investigação feita pela Universidade do Porto ser confirmada pelos suecos. Até lá, estou-me nas tintas para a ciência. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:43
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Comentários:
De Ana Cristina Leonardo a 27 de Fevereiro de 2009 às 15:14
Aconselho que esperemos até esta investigação feita pela Universidade do Porto ser confirmada pelos suecos. Até lá, estou-me nas tintas para a ciência.

Oh pá, os tipos do porto não percebem nada de sardinhas. ainda se fosse a universidade de faro...


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