Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Os famosos voos da CIA em que se transportavam prisioneiros desde o Afeganistão, o Iraque e outras regiões pacíficas e tolerantes do mundo, estão a tornar-se um problema complexo. Não porque tenham sido realizados com o conhecimento ou a ignorância dos países em que fizeram escala. Parece-me claro que todos sabiam. Não porque se tenham feito com autorização ou sem ela. Quando se está em guerra, há burocracias prescindíveis. Não. A complexidade do problema tem forma de mulher e o seu nome é a deputada pelo partido socialista no Parlamento Europeu, Ana Gomes. Todos conhecem esta senhora de modos doces e voz cristalina e atitude moderada. Estou a ser irónico, claro. Quem ouve as declarações desta deputada fica com os tímpanos desfeitos. Ana Gomes deve ser, entre os políticos, aquela que tem o recorde nacional de indignações por minuto. Quando Sampaio confirmou Santana Lopes, logo depois de Durão Barroso abandonar as suas funções de primeiro-ministro por outro emprego mais bem pago, Ana Gomes acusou o então Presidente de pôr a democracia em perigo. Agora com os tais voos da CIA, para não se zangar com Sócrates, desculpa-o afirmando que o homem está mal informado. Está a brincar: se há uma coisa de que não se pode acusar o primeiro-ministro é de não saber o que acontece a sua volta. Ana Gomes julga que o Partido Socialista está tentar "cilindrá-la", que até se ofereceram para a propor novamente como deputada no Parlamento Europeu caso decidisse calar-se. Sinceramente, julgo que o preço do seu silêncio é demasiado alto. No fim das suas últimas declarações deixa entrever a possibilidade de dedicar a sua energia no poder local. Particularmente em Sintra que onde reside. Acho bem. Peço aos sintrenses que se sacrifiquem pelo bem do País. Fora isso, tudo bem.


Publicada por Carlos Quevedo às 23:20
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