Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Luís Figo está "desagradado e surpreendido" com a situação do Banco Português de Negócios. Confesso que fiquei surpreendido com esta declaração de Miguel Macedo, representante dos direitos de imagem do jogador. Figo apenas se limitou a aceitar um trabalho honesto e, ao que parece, muito bem pago. Não sei exactamente os números mas rondam os 500 mil euros por três anos de trabalho. É bom mas não é assim tanto como outras estrelas portuguesas, que ganham mais que ele a fazer menos. Não é preciso mencionar o Ronaldo. Basta-me lembrar os salários e prémios do inestimável Armando Vara. Por outro lado, que se saiba, Figo não teve nada a ver com as manigâncias financeiras do BPN. Ainda por cima, o contrato dele com o banco termina no fim do ano. Duvido que seja solicitado para defender a imagem daquela instituição ou lançar novas campanhas de poupança. Apesar deste excesso de zelo por parte de Figo, que de uma maneira retorcida me comoveu, o que está feito, está feito. Há que levantar a cabeça e partir para outra que o tempo passa e há muitos outros futebolistas que querem entrar no mundo da publicidade. Estava eu a pensar tudo isto quando oiço o tal representante de Luis Figo a dizer: “Agora, está na expectativa para perceber quais são as intenções do BPN, sendo certo que até agora têm cumprido". Ora bem, aquilo de estar “desagradado e surpreendido” é por não saber ainda se vai receber o seu, que legitimamente lhe pertence. Bom, agora é que estamos a falar. Assim também eu me sentia “desagradado e surpreendido”. Que o BPN não possa honrar as suas dívidas com os depositantes e devedores bancários, isso ainda vá que não vá. Mas não pagar ao Figo… Isto sim, é um escândalo. Ainda por cima o Oliveira e Costa fazia parte do conselho fiscal da Fundação Figo e era dono da empresa que geria a imagem do Luis. Bandidos! Olha, “desagradado” é favor. Cambada de aproveitadores. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:35
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