Segunda-feira, 30 de Março de 2009

A campanha eleitoral para o Parlamento Europeu irá decorrer entre 25 de Maio e 5 de Junho. No domingo, 7 de Junho, vamos às urnas. Como é sabido as eleições para a Europa são por tradição e bom senso as menos participadas. No entanto, são marcadas para um dia em que sabemos que só se chover, se não houver bola e a televisão não funcione, é que pode esperar que a abstenção seja inferior a sessenta por cento. Julgo que se o governo e os partidos políticos estivessem deveras interessados na representatividade eleitoral deviam evitar mudar as datas. Tenho várias sugestões. A mais óbvia é fazerem as eleições no meio de semana sem direito a ponte. Só com tolerância de ponto. Isso já ajudava. Outra possibilidade seria marcar a data de acordo com o estado climatérico de Portugal. Por exemplo, no primeiro dia em que chovesse em Junho haveria eleições para o Parlamento Europeu. Outra alternativa podia ser marcar para uma quinta-feira e conceder a sexta-feira livre para ir à praia só àqueles que votassem. Outros incentivos podem ser aplicados apesar de serem moralmente discutíveis. Por exemplo, deslocar as mesas de votos para lugares mais de acordo com a época, tais como praias, lugares de recreio, parques e jardins, em particular os jardins da Gulbekian. Estender os horários, abrindo as urnas no sábado à noite e acabar na segunda-feira até ao meio-dia. Fazer arraiais perto das mesas de votos ou almoços populares pagos pelos interessados, neste caso os partidos. Enfim, julgo que há muitas possibilidades ainda por explorar. A de que mais gosto é um serviço de entrega a domicílio. As pessoas marcam a hora que lhes dá jeito e um funcionário devidamente identificado e acompanhado por um fiscal imparcial e nomeado pela mesa de voto ou outra autoridade competente aparece com uma urna e os boletins de votos e pronto. Acabou-se a abstenção e a democracia estará servida. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:46
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