Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Os namorados que ganharam o Euromilhões e se zangaram têm uma história cheia de amor, paixão, traição e ambição. Como sabem estão em tribunal e se tivesse tempo ia assistir às sessões. Aliás, imagino-o a ele com a cara de Steve Carell, protagonista do filme “Virgem aos quarenta anos”. A ela, nada menos que a Sharon Stone em nova e a cruzar e descruzar as pernas compulsivamente. Como é sabido, quando ganharam a possibilidade de ser excêntricos, colocaram o dinheiro numa conta conjunta onde incluíram os pais dela. Um ano depois zangaram-se. A ex-namorada não quis dar nada ao ex. Visto sem a subtileza e a inteligência jurídico-administrativa dos nossos advogados, ninguém pode duvidar de que dividir o montante em partes iguais seria o correcto a fazer. No entanto, isto está ainda por decidir num tribunal. Intrigado falei com o meu antigo mentor e professor de Direito a quem devo tantas ilibações e julgamentos arquivados. Como é natural nem sabia o que era o Euromilhões. Explicou-me, no entanto, que isso de terem uma conta em conjunto com os pais não ajudava. Por outro lado, quem podia saber o que tinham ambos combinado quando eram uns pombinhos apaixonados e pobres? Nada nos diz que ele, numa noite em que chegou de madrugada, para mostrar o seu arrependimento, lhe tivesse oferecido o fatídico boletim. Ou que para mostrar a seriedade das suas intenções aos futuros sogros, tenha dito antes que a fortuna lhe batesse à porta: “tudo o que é meu, é vosso”. Também não sabemos os motivos da separação do nosso ex-casal milionário. O que terá feito o ex-noivo para que a ex-noiva não lhe queira dar nem um tostão? E os pais da rapariga? Vão separar-se agora que são ricos ou são apenas umas marionetas nas mãos da filhinha? E a Santa Casa da Misericórdia, porque é que não diz nada? Estará feita com o banco? E, já agora, não é demasiada coincidência que o Provedor de Justiça esteja ausente logo agora, dando parte de doente? Humm. Esta história de amor está muito mal contada. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:45
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