Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Volto a falar do tema que preocupa toda a gente: a gripe suína. Para começar, devo repetir o que digo aos meus amigos e familiares: férias só em países mais desenvolvidos que o nosso. Isso de ir a sítios exóticos é mais para franceses e ingleses. Tendo a sorte de viver na Europa, não é preciso lembrar que há muitos sítios por conhecer e muita comida por comer. Para quê expormo-nos a experiências desagradáveis em lugares longínquos, com comidas picantes e pouco profilácticos? Dito isto posso passar a um tema muito mais interessante para mim que esta doença e que é o nome da doença. Parece que a gripe chamada suína está a ferir a dignidade dos porcos. Não sou só eu que o digo. Pessoas muito mais inteligentes que o nosso Director-geral da Saúde, Francisco George, afirmam que este vírus ainda não foi isolado em porco nenhum. O que obriga a rebaptizar esta gripe com outro nome. Como se esta informação científica não bastasse, como sabem, o porco é um animal porco para algumas religiões. É compreensível que levar diariamente com o nome do animal a toda a hora seja um bocado puxado. Em Israel já sugeriram tratá-la por gripe mexicana ou do México. Sugestão que faz todo o sentido porque tradicionalmente as gripes adoptam os nomes dos lugares onde foram detectadas pela primeira vez. A não ser quando os países são muito poderosos. Por exemplo, a gripe das aves devia ter-se chamado gripe da China. Mas ninguém se quer meter com aquele país. Ainda eram capazes de fazer embargos de restaurantes chineses como retaliação. É por isso que também está fora de questão chamá-la gripe ianque ou norte-americana. Muito menos com o Obama como presidente. Ninguém quer chatear o homem. Eu proponho gripe mariachi, porque soa bem. Também gripe Margarita, porque é muito comercial, ou simplesmente gripe tequila, porque corta a respiração. Os mexicanos, coitados, não têm culpa. Como também não tiveram culpa os espanhóis com a sua famosa gripe espanhola que de espanhol só teve os primeiros mortos. Julgo que este é um óptimo tema de conversa para um jantar com amigos. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:07
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