Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Confesso que nunca compreendi os asiáticos. Se por um lado se reproduzem como coelhos, por outro nunca deram provas de terem um particular carinho pela vida dos seres humanos. Se calhar é uma consequência lógica de serem mais que as mães. Deve ser porque quando há muito, metade não é nada. E a abundância nunca fez parte do vocabulário europeu. Digo isto porque estou a dar em doido com a Coreia do Norte. É inevitável. Todos os dias fazem alguma coisa para sair nos jornais. E, ainda por cima, tudo o que aparece é muito mais engraçado do que as notícias sobre a campanha para as Europeias. Por exemplo, Kim Jong-il nomeou o seu filho mais novo, Kim Jong-un, como o seu sucessor. O rapaz tem vinte e quatro anos. Com esta idade não dá nem para dirigir um infantário quanto mais o segundo pais mais psicótico do mundo (o primeiro é o Irão). Também pergunto como é que leram Marx e Lenine. Eu li, e a palavra “herdar” só se utiliza metaforicamente: como “os herdeiros da revolução são o povo” ou o “socialismo é a nossa herança”. Só se usa no sentido literal quando falam das propriedades. Por exemplo, das herdades dos terra-tenentes. Essas, claro, são herdadas por quem as trabalha, as fábricas também, e assim por diante. Mas, no fundo, isto também é dito de forma metafórica. Volto a Kim Jong-il e ao seu filho mais novo Kim Jong-un. Para simplificar vou chamar ao pai Il, e ao filho Un. Bem, se Il morre agora, Un vai herdar um grande trinta e um. E não estou a falar da bomba atómica, que me cheira que só funciona debaixo da terra e com grande esforço. Também não falo da última novidade que é o míssil intercontinental. Este, por acaso, é assustador. É capaz de atingir o Alasca; e a sobrevivência dos esquimós, ursos e veados, como sabemos, é vital para a economia dos Estados Unidos. Falo do futuro. Como é que Un vai honrar o nome de família, que deve ser Kim-Jong? Aliás, como é que eles se chamam? Kimjonguistas? Os partidários do pai serão Kimjonguelistas e os do filho Kimjongunistas? Por amor de Deus, não são nomes que sirvam para manifestações. Se calhar, é por isso que não há manifestações de professores na Coreia do Norte. Os nossos professores é que têm sorte com os nomes dos nossos ministros. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:52
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Comentários:
De Novela Deixa que te leve a 6 de Junho de 2009 às 09:40
Faz-me confusão como é que oskimjonguistas ainda estão no poder ao fim de tanto tempo. Isso é que é repressão, e controlo total duma população inteira.


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