Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Pouco posso dizer sobre as eleições ao Parlamento Europeu que não tenha sido dito ontem. Aliás, com a quantidade de comentadores por canal, disse-se de tudo. Ou, talvez, disse-se o mesmo nas suas quase infinitas variações, das causas das vitórias às das derrotas. Explicações sobre não ter sido assim tanta vitória como parece nem tanta derrota como dizem. Especulações futurológicas baseadas num presente tão diverso como os comentadores. Só poucas coisas permaneceram inalteradas. A mais respeitável foi a dos comunistas, que, pela primeira vez na história ultrapassados pela esquerda, teimaram em reivindicar um trunfo. Reconheço que em tempos passados achava isto irritante. Mas agora que estou mais velho, não posso deixar de ver um certo heroísmo nessa teimosia. Talvez por isso, por estar mais velho, também achei uns chatos a gente da Juventude do PSD, que não pararam de mostrar o estádio de futebol que têm na alma quando, primeiro Rangel e depois Manuela Ferreira Leite, fizeram as suas declarações de vitória. Os cânticos foram insuportáveis pela qualidade das letras, pelos decibéis e pelas interrupções. Espero que façam carreira na Juve Leo mas que deixem a política. A gente do Bloco de Esquerda estava eufórica e tinham razões para isso. Mas Louçã, no fim da festa, mostrou mau ganhar. Alguém devia informar Francisco Louçã que descontrair não é pecado. Um valium ou, vá lá, até um charro, não lhe faziam mal nenhum nos momentos triunfais. No CDS as coisas foram mais emotivas. Felizes como se tivessem sido os únicos sobreviventes do voo 447, aquele que desapareceu no Atlântico, não dissimularam a alegria. Até Paulo Portas quase deixou cair uma lágrima de emoção. Contudo, Nuno Melo prometeu fazer uma directa para não faltar à comissão parlamentar que tem como convidado Vítor Constâncio. E Portas continuou a trabalhar e, antes de apagarem as luzes, prometeu uma moção de censura ao Governo. O PS, por sua vez, manteve a dignidade na derrota. O velório foi muito curto, mas correcto. Agora, a nossa única preocupação é saber que o nosso futuro está nas mãos dos 63% que não foram votar. Pergunto-me que raio pensam eles destes resultados. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:03
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Comentários:
De Como ganhar dinheiro na internet a 10 de Junho de 2009 às 08:50
Hehe ... estatisticas? Só depois das eleições e depois de se apurar as paercentagens de cada partido!! Acabava-se com as estatisticas erradas.


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